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É tempestivo o recurso interposto antes do termo inicial do prazo, no NCPC?

É tempestivo o recurso interposto antes do termo inicial do prazo, no NCPC? SIM!

De acordo com o parágrafo 4o do art. 218 do Novo CPC, “será considerado TEMPESTIVO o ato praticado antes do termo inicial do prazo”.

E para o STF? É tempestivo? O Supremo passou a adotar a previsão do Novo CPC, alterando entendimento sobre intempestividade de recurso prematuro ou prepóstero.

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) alterou sua jurisprudência para afastar o conceito de intempestividade para os recursos apresentados antes da publicação do acórdão – data até então considerada marco temporal do início do prazo para a interposição de embargos declaratórios ou agravos.
O Tribunal até então entendia como intempestivo o recurso interposto antes e depois do prazo para sua interposição, sendo considerado o termo inicial do prazo a data da publicação do acórdão. Esse entendimento sempre nos pareceu extremamente formalista, pois punia a parte, diligente e cautelosa, que se antecipava interpondo o recurso antes da publicação do acórdão.

Nesse sentido, manifestou-se o Ministro Marco Aurélio, que já considerava tempestivo o recurso interposto nestas circunstâncias: “Geralmente o brasileiro deixa para a undécima hora a prática do ato, mas há aqueles que se antecipam. Se antecipam na interposição de recurso, inclusive em relação ao prazo recursal. Chegam ao protocolo da Corte e interpõem o recurso que tem objeto, que é o acórdão, antes de detonado o prazo inicial desse prazo. Entendo que esse ato é válido”.

A decisão proferida no julgamento de embargos de declaração (convertidos em agravo regimental) no Agravo de Instrumento (AI) 703269, representa um avanço para o fim da jurisprudência defensiva, que se utiliza de um formalismo absurdo para impedir que recursos sejam apreciados pela Corte.

Logo, tanto para o STF, quanto o Novo CPC, todos os atos praticados antes do início do prazo serão considerados tempestivos (art. 218, § 4º).
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Bibliografia: Daniel Amorim.

Autora; Flávia T. Ortega
Advogada
Advogada em Cascavel – Paraná (OAB: 75.923/PR). Pós graduada em Direito Penal. Página no facebook: facebook.com/draflaviatortega

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